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terça-feira, 27 de junho de 2017

DIY-Transformar um Tapete Signe da Ikea num Saco.

O tapete Signe é muito versátil. Pode ser usado para outros fins. Por exemplo, um lindo saco ou bolsa, com variadas utilizações. 

Veja e bom trabalho.



Precisará:
Alsas de bolsa (pode fazer as suas)
máquina de costura
Linhas
Alfinetes
Tesoura


Comece por passar o tapete a ferro com vapor. Depois do tapete estar seco, dobre as extremidades em cerca de 2 polegadas e prenda-as com alfinetes.


Depois de cada extremidade estar dobrada, costure a direito logo acima da franja. O facto do tapete ser grosso, vai requerer uma agulha de costura apropriada ou mais grossa.


Além disso, pode ser preciso a ajuda da mão para que o tapete não se mova. Uma vez que ambos os lados costurados, dobre o tapete ao meio com a franja voltada para dentro.


Agora fazer as costuras verticais. Quando chegar ao topo, na dobra, pode precisar de ajudar manualmente a máquina se tiver dificuldade com a espessura.


Uma vez, ambos os lados costurados, acerte com alfinetes para que os cantos fique no lugar.


Costure os cantos, usando as linhas verticais do tapete como guia. Repita do outro lado.


Vire o lado direito do saco para fora. Veja como costurar os cantos molda o saco.


Agora é hora de reforçar as bordas. Use as linhas verticais, se for possível, como guia. Costure as bordas juntas a cerca de 1/8 "da borda.



Pare de costurar antes de chegar à dobra das franjas.


Adicione as alças de couro primeiro enfiando a agulha com a linha, depois cosendo através de todos os orifícios da alça.


Aqui, aconselho que faça como se estivesse a alinhavar, isto é, ficará entre cada ponto um por fazer que irá ser feito na segunda volta. Pode fazer com o ponto atrás, só que o interior não fica tão perfeito.


Continue a fazer até estarem as alças presas no lugar certo.


Adicione um par de borlas (opcional), por exemplo, para dar mais graça ao projeto.
E voilá. Um saco giro e resistente.


Que tal...?

domingo, 29 de maio de 2016

Toalha e Saco de Praia.

Aqui está um exemplo de que uma toalha de praia pode ser algo mais, se com alguma criatividade, tecido e outros adornos ou acessórios a gosto, a transformar num objeto único.

Reúna o material necessário.

Toalha, Tecido, Linhas, Adornos, Máquina de Costura, Tesouras, etc.





Execução:

Corte o tecido de acordo com o tamanho da toalha. Para isso dobre-a em quatro e os dois pedaços centrais devem ser forrados com tecido. Não se esqueça das sobras para as costuras.



Aponte com alfinetes e cosa o tecido na parte central da toalha. Em cada lateral deixe uma abertura para passarem as alças.  


Corte as alças na medida desejada e dobre e cosa, pelo avesso, a todo o comprimento. Vire-as e passe a ferro.




Marque com uma caneta local da costura que fará o tubo por onde passarão as alças. O risco desta caneta desaparece com o ferro. Pode encontra-la na 512 ideias


Aqui está o tubo.


Em cada extremidade da toalha adorne com o acessório, fita, ou do mesmo tecido, faça a aplicação.



Passe as alças por um tubo e depois pelo outro e prenda as extremidades. O comprimento das alças deve ser suficiente para que a toalha se mantenha esticada quando necessário.


Para formar o saco, dobre as extremidades da toalha para o interior e puxe as alças.


Ficará assim.



E pronto. Tarefa concluída.



Bom trabalho.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal

Neste fim de 2014 dou a pensar como somos seres frágeis e sensíveis. Dou também a pensar como há Portugueses Extraordinários e como somos, como diz amiúde o António Luiz Pacheco, um povo recheado de uma enorme riqueza individual e cumulativa, mesmo que nos percamos tantas vezes na conjugação do plural-colectivo.

Escrever, pintar, cantar, representar, imaginar, realizar, seja o que for, como ideia, como vontade, como procura, ou entrega, é difícil. Sempre o foi, de resto, de uma forma diferente, é certo, noutros tempos. Na vida muitas vezes basta um mimo, um afago, uma oportunidade, um olhar do outro, para nos reconfortarmos e sabermos que o caminho da harmonia e partilha da felicidade, ou da dor do Outro, é o único caminho que devemos trilhar como seres humanos.

Sou uma pobre criatura que só quer dar sentido à Vida, partilhando o que considero serem os valores essenciais que orientam a nossa existência. Valores esses, que encontro no gesto simpático, amigo, de enorme "Largueza" dos familiares e amigos.


Que a felicidade inunde esta quadra e toda a vida,  a todos os familiares e amigos Extraordinários, visíveis ou invisíveis, com os pés postos na nossa Terra ou materializados como anjos divinatórios por terras de além e aquém mar.

Um muito obrigado...e Feliz Natal.

Os meus presentes de Natal. O que irá nascer daqui...(???)(!!!)









Surpresa...!





sábado, 17 de maio de 2014

Meio Século

Hoje não vou por paninhos quentes, nem sequer publicar algum projecto de costura criativa. Espero que gostem do texto que retrata, a década representativa da idade em que eu e muitos mais nos encontramos. Mesmo, sem saber se existe dialéctica entre o meu sentir e o Vosso, aqui está:


Sim, é verdade: Já ultrapassei mais de meia década dos meus 50 anos. Mais de meio século. Mais que meia vida - ou muito mais que meia vida, se pensar nos anos que lhe roubei entre vícios, como o tabaco, e outros prazeres, como noitadas e algum álcool à mistura, bem como outras asneiras, alimentares, por exemplo. Admitamos então: mais que meia vida.
E no entanto, um terrível vazio na hora de escrever. Não porque não tenha o que dizer, ou não queira dizer, mas porque inadvertidamente me lembrei de um texto notável de Vasco Pulido Valente, publicado na revista “K”, quando ele próprio fez 50 anos. O texto está em livro (“Retratos e Autoretratos") e eu fui buscá-lo. Reli-o. E lixei-me.
Que mais dizer depois do que ele disse? Um bocado quase ao acaso:
“Não há transição. A infalibilidade e a confiança perdem-se de repente. Ontem corria tudo bem, hoje corre tudo mal. Ontem não se fazia um erro, hoje só se fazem erros. A pessoa é a mesma: o corpo e a cabeça. As circunstancias são as mesmas, os outros são os mesmos. Por mais que se procure nada mudou. Só mudou o efeito que se produz no mundo. Um homem deita-se com o mundo aos pés e acorda com ele às costas”.
A imagem do peso e da passagem dos anos. Nada muda, e no entanto tudo muda. Que mais dizer? Que ideia acrescentar? Vasco Pulido Valente encontra aos 50 anos a sua essência: não quer saber do corpo para nada, só quer saber da cabeça, “numa indiferença fingida” - “afinal, a qualquer momento, ele (o corpo) pode acabar comigo”. Leio e reconheço nele uma parte de mim, é um facto, mas essa é a parte a que resisto e fujo, porque não me agrada nem me ajuda. Viver também é escolher entre os vários que há dentro de nós a quererem tomar conta de tudo.
Nessa luta que vou travando comigo próprio, noto uma diferença essencial, aos 50 anos, entre mim e o Vasco…: a sua lucidez e conhecimento fizeram-no pessimista - “O mundo está perigoso”, foi ele quem decretou há uns anos - enquanto a minha ignorância e prolongada falta de lucidez persistem em manter-me optimista. Eu sei que o corpo tem 50 anos - mas eu sinto-o com bem menos anos, mesmo quando ele me tenta acordar para a realidade. Eu sei que a cabeça tem 50 anos - mas a falta crónica de memória, aliada a uma incontornável curiosidade pela vida, não a deixam ter tantos anos. Alinhando com o que escreve o Vasco…, mas “à minha maneira”: já não acordo com o mundo aos pés, mas estou longe de acordar com ele às costas. Ainda não estou suficientemente satisfeito para me dar ao luxo de sentir mais que meia vida, até porque não me lembro de parte dela.
Há momentos em que julgo que está tudo no começo. Depois acordo. Há momentos em que sinto a angustia do tempo. Tento adormecer. Não pensar demasiado no passado nem perder muito tempo com o futuro são balanças que se equilibram e garantem um presente que me parece ser eterno, mesmo que pressinta que corre. Regresso ao Vasco…: “conta-se com angustia o tempo para trás e, a certa altura, conta-se com terror o tempo que sobra”.
Sim, o tempo. Passa mais depressa do que a minha capacidade de o absorver, de o viver, de o respirar. Não quero cair na tentação de o contar, seja para trás ou para a frente - e na fúria de evitar essa armadilha, tropeço no próprio tempo e, atabalhoado, acabo enrodilhado nele. Resultado: sinto que passa, mas sinto que corro ao seu lado, que tento não o perder da vista nem do coração.
Infantilmente, acabo por reconhecer que tenho orgulho em chegar aos 50 anos. Em ter conseguido chegar. Muitos ficaram pelo caminho, desistiram, conformaram-se, amoleceram. Deixaram de viver ou deixaram-se viver. Podem ter 45 ou 55 ou 60, que é igual, podem estar por cá ou ter partido - em todo o caso, arrumaram as botas.
Eu não arrumei as minhas. Talvez seja por isso, mais do que por causa do texto genial do Vasco Pulido Valente, que tenha agora dificuldade em escrever sobre esta mais que meia vida.
No fundo, só tenho duas certezas neste preciso momento: não, a vida não começa aos 50. Mas também não acaba. 
E uma linha na agenda dos dias: 

...tenho tanto para fazer...!




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tricotar ou Cozinhar


Parece que é mas não é. Mas que tem graça, lá isso tem. É no mínimo original. A artista plástica Jessica Dance e o fotógrafo David Sykes decidiram homenagear a arte de tricotar e a diversidade gastronómica que se encontra nos cafés britânicos e nos restaurantes de fast food um pouco por todo o mundo.

Ela tricotou, ele iluminou e fotografou. O resultado é este:


Atenção ao detalhe, impressiona. São muitas horas à volta de duas agulhas e novelos de lã (eu sei do que escrevo)...!


Jessica confessou ao site it's nice that que "o bacon foi o que me fez perder mais tempo. Queria mesmo ter a certeza de que a gordura ficaria convincente, tal como as salsichas!"

Imagino!

Que paciência!

O pior é que estas réplicas são tão perfeitas que até nos dão certa fome...!

Não deixe de espreitar o trabalho de Jessica e de David nos respectivos sites.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cravo


Queria encontrar um tecido com cravos para celebrar a data. como não encontrei, quedei-me num pobre texto.


O 25 de Abril

(Quando ganhei consciência de mim, lembro-me de haver comemorações do 5 de Outubro de 1910. Tinham passado qualquer coisa como 50 ou 60 anos sobre a data, e o facto dizia-me rigorosamente nada. A mim e aos meus amigos, sem excepção)

Desde há uns anos, penso nisto sempre que penso no 25 de Abril. Se, para mim (com 16 anos acabados de fazer em 1974), a data convoca e comove, faz sentido e é relevante, e entra no top 10 das datas mais importantes da vida vivida, também percebo que ela seja uma espécie de 5 de Outubro de 1910 para os que nasceram depois de 1974. Percebo, respeito e não me ponho de cátedra a falar da ignorância dos mais novos - porque, na verdade, não é muito diferente da ignorância dos mais velhos.

Dito isto, acho que o 25 de Abril de cada ano devia ser menos celebrado na saudade da revolução, na evocação da revolução, na promoção eterna dos heróis da revolução - devia, antes, ser o momento de enaltecer a democracia, a liberdade, os direitos humanos, o ideal de justiça, de paz, o direito à saúde, à educação, e à igualdade de oportunidades. Essas são as pedras basilares do regime - e é isso que devemos “ensinar”, transmitir, passar, valorizar em cada 25 de Abril.

O resto, adocica e enternece quem viveu esse momento único de uma vida - mas diz cada vez menos a quem precisa cada vez mais de perceber o que ganhou com a revolução. Antes que se vire contra tudo o que ela nos trouxe de bom.
Há razões para festejar. Mas era bom que quem tem de saber porquê, saiba porquê. Com romagens de saudade não vamos lá. Pelo contrário.

sábado, 18 de maio de 2013

O presente da Benedita

Sou de uma família numerosa. Os meus pais tiveram nove filhos, tenho por isso, 4 irmãs e 4 irmãos. Todos recebemos uma educação tradicional e a mãe tinha, o que habitualmente se chama, "umas mãos de fada".
Sempre fui uma pessoa muito atenta a tudo, o que fez com que, com alguma facilidade aprendesse coisas que, à partida, não me estariam direcionadas. Foi o caso da costura mas também o tricot.
Os serões era passados a executar trabalhos desta natureza, para além da leitura e do contar/escutar histórias.
Depois de aprendida a técnica, tento sempre desenvolve-la o mais possível num turbilhão de experiências e aperfeiçoa-la de modo a garantir a maior qualidade em tudo o que faço.
Obrigado mãe (onde estiveres), por nos incutir sempre o caminhar nessa direcção.

Com a chegada da Benedita (nasceu ontém dia 17/05/2013), tenho vindo a preparar, com todo o carinho, uma minúscula parte do enxoval. Espero que a Benedita, mesmo sem se manifestar, goste do presente do tio.

Para a BENEDITA...(Hand made with lots of care)...!

Algumas imagens do processo executivo:





Este projecto divide-se em três partes:

A saia/saiote:

O cardigan:
As sandálias inglesas.

A lã usada, própria para bébe, é num tom azul claro. Como se destina a uma menina, houve a necessidade de dar um toque femenino, utilizando para o efeito, um ponto rendado que também dá um encanto especial.

Para complemetar o conjunto, forrei um vulgar cabide com tecido de pintas. Rosa com pintas brancas grandes e azul com pintas brancas pequenas.


E agora as três peças e o cabide:


O conjunto:



E o presente:


Acham que a Benedita vai gostar...?